Wangari Maathai | Plantar Árvores, Semear Ideias

(imagem retirada daqui)
Wangari Muta Maathai (Iite, Nieri, 1 de abril de 1940 — Nairóbi, 25 de setembro de 2011) foi uma professora e ativista política do ambiente do Quénia. Foi a primeira mulher africana a receber o Prémio Nobel da Paz.
Maathai fundou o Green Belt Movement, uma organização não governamental ambiental focado na plantação das árvores, conservação ambiental e direitos das mulheres. Em 1986, recebeu o prémio Right Livelihood Award, e em 2004, tornou-se a primeira mulher africana a receber o Prémio Nobel pela sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz. Maathai foi eleita membro do Parlamento queniano e foi Ministra dos Recursos Ambientais e Naturais no governo do Presidente Mwai Kibaki de 2003 – 2005. Além disso, era conselheira honorária do World Future Council. Em 2011, Maathai morreu de cancro do ovário.
Informação consultada e adaptada da Wikipédia a 30/08/2025 (Wangari_Maathai)
O livro “Wangari Maathai | Plantar Árvores, Semear Ideias” está dividido em duas partes.
A primeira parte é o discurso de aceitação do Prémio Nobel da Paz de Wangari Maathai, em dezembro de 2004. A segunda parte é uma análise desse discurso, da autoria de Laia de Ahumada, a qual cruza partes do texto com o percurso de Wangari Maathai e que permite conhecer melhor esta ativista e as suas motivações.
Comprei este livro pelo título e tema. Confesso que não conhecia a vida de Wangari Maathai, mas este livro contém ideais e valores que para mim são muito importantes: a democracia, a valorização e emancipação das mulheres e o ambiente, pilar fundamental do nosso planeta e da nossa sobrevivência, enquanto espécie.
Um discurso de esperança e perseverança que demonstra que a mudança é possível quando trabalhada em comunidade. Evidencia, igualmente, o papel fundamental da mulher africana – tal como no resto do mundo – enquanto pilar das famílias, das comunidades e que não é reconhecido na sua plenitude.
Um discurso com quase 21 anos, que ressoa num mundo cada vez mais distópico, onde as mulheres enfrentam ameaças crescentes, num retrocesso assustador, e os recursos naturais e os ecossistemas são explorados até à exaustão, em nome de uma produção desenfreada e do lucro.
A atribuição do Prémio Nobel da Paz, em 2004, a Wangari Maathai distingue pela primeira vez uma mulher africana, bem como reconhece a importância do ambiente e desenvolvimento sustentável, enquanto elementos fundamentais para a paz.
Durante a leitura deste livro, lembrei-me de um outro livro que li no início do ano – "Um Longo Caminho para a Água" – baseado numa história verídica e o qual aborda temas comuns.
Aceitemos a governação democrática, protejamos os direitos humanos e o nosso meio ambiente. Estou confiante de que não deixaremos escapar a oportunidade. Sempre acreditei que as soluções para a maioria dos nossos problemas devem partir de nós.
(pág.17)
Recomendo muito a leitura deste livro!
Boas leituras!






















