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A wonderful day

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01
Set25

A Hora da Mudança

No curso da História, há um momento em que a humanidade é chamada a avançar para um novo nível de consciência, a alcançar um patamar moral mais elevado. Um momento em que nos cabe deixar de lado o medo e dar esperança uns aos outros.

Esse momento é agora.

O Comité Norueguês do Nobel lançou um desafio ao mundo para ampliar o entendimento do que é a paz: não pode haver paz sem um desenvolvimento equitativo, e não pode haver desenvolvimento sem uma gestão sustentável do meio ambiente, num espaço democrático e pacífico. Chegou a hora desta mudança.

Em “Wangari Maathai | Plantar Árvores, Semear Ideias”, pág. 45

12
Ago25

Elos perdidos

"É curioso como a vida é uma espécie de corrente. Vamos construindo cada elo ao longo do caminho e seguimos, como se fosse apenas uma peça isolada. Depois, olhamos para trás, para percebermos que o momento presente resulta da junção dos elos perdidos, concluindo que todos existiram para nos fazer chegar onde estamos. Sem saber, aqueles cadernos que enchi de letras durante o tempo que vivi no convento foram o início do que viria a ser a minha vida."

em "Viradas do Avesso" de Joana Kabuki, pág. 126

10
Jun25

Maioria silenciosa

E o que me deixava ainda mais triste era que, no fundo, me apercebera de que havia poucos pais contra na assembleia. Mas tinham sido esses a fazer mais barulho. Chama-se a isto uma “minoria ruidosa”. Por outro lado, os pais que eram a favor não tinham dito grande coisa. A começar pelos meus. Ficar calado não é lá muito corajoso.

Resumindo, a democracia fora desprezada nesta noite. E eu disse para comigo que os grandes culpados do fiasco não eram tanto os membros da minoria ruidosa, que tinham evidentemente o direito de expressar a sua opinião, mas todos aqueles que, à sua volta, haviam permanecido completamente calados.

Parece que ao conjunto dessas pessoas se chama “maioria silenciosa”.

em “Uma catastrófica visita ao zoo” de Joël Dicker, pág. 95

21
Abr25

Francisco

Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

em Carta Encíclica Laudato Si' do Santo Padre Francisco sobre o cuidado da casa comum, pág. 11

21
Abr25

O Teu Nome

Flor de acaso ou ave deslumbrante,

Palavra tremendo nas redes da poesia,

O teu nome, como o destino, chega,

O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo

De todas as cores do dia!

em "No Reino da Dinamarca" de Alexandre O´Neill, edição Assírio & Alvim (novembro de 2024), pág. 26

06
Mar25

Uma escola

- Que te parece que estamos a construir? – perguntou o pai de Nya a sorrir.

- Uma casa? – arriscou Nya – Ou um celeiro?

O pai abanou a cabeça.

- Uma coisa melhor – respondeu – Uma escola.

Nya abriu muito os olhos. A escola mais próxima ficava a meio dia de caminho da casa deles. Nya sabia, porque Dep quisera ir para lá, mas era demasiado longe.

- Uma escola? – repetiu.

- Sim – retorquiu o pai – Com o poço, já ninguém precisa de ir à lagoa. Por isso, todas as crianças poderão ir à escola.

Nya fitou o pai. Abriu a boca, mas não pronunciou nenhuma palavra. Quando, por fim, foi capaz de falar, saiu-lhe num sussurro.

- Todas as crianças, pai? As raparigas também?

O sorriso do pai alargou-se.

-  Sim, Nya. As raparigas também – disse. – Agora vai buscar água para nós. – E regressou à sua tarefa a ceifar a erva alta.

Nya pegou na vasilha de plástico. Tinha a sensação de estar a voar.

Uma escola! Ia aprender a ler e a escrever.

em "Um Longo Caminho para a Água", de Linda Sue Park, pág. 91

04
Mar25

Um passo de cada vez!

  Era como se a sua família o estivesse a ajudar, apesar de não estar ali. Recordou-se de como tomara conta do irmãozinho, Kuol, mas também sabia como era ter de escutar os mais velhos, Ariik e Ring. E lembrava-se bem da docilidade as irmãs, da força do pai, dos cuidados da mãe.

  Acima de tudo, recordava-se de como o tio o encorajara no deserto.

  Um passo de cada vez…um dia de cada vez. É só hoje…é só preciso ultrapassar o dia de hoje…

  Dizia aquilo a si próprio todos os dias. E dizia-o também aos rapazes do grupo.

  Assim, um dia de cada vez, o grupo chegou ao Quénia.

  Mais de mil e duzentos rapazes chegaram em segurança.

  Levou-lhes um ano e meio.

em "Um Longo Caminho para a Água" de Linda Sue Park, págs. 74 e 75

22
Jan25

A Colina Que Subimos II

Vimos uma força que despedaçaria a nossa

    nação em vez de a compartilhar,

Que destruiria o nosso país, mesmo que isso

    significasse adiar a democracia.

E esse esforço quase se cumpria.

Mas se a democracia pode por um período ser

    adiada,

Não pode ser permanentemente derrotada.

em "A Colina Que Subimos - Um Poema Inaugural" de Amanda Gorman, pág. 39

 

24
Dez24

A estrela

A estrela ergueu-se muito devagar sobre o Céu, a Oriente. O seu movimento era quase impercetível. Parecia estar muito perto da terra. Deslizava em silêncio, sem que nem uma folha se agitasse. Vinha desde sempre. Mostrava a alegria, a alegria una, sem falha, o vestido sem costura da alegria, a substância imortal da alegria.

E Baltasar reconheceu-a logo, porque ela não podia ser de outra maneira.

em "Os Três Reis do Oriente" de Sophia de Mello Breyner Andresen, pág. 35 (edição Porto Editora, 2013)

Advento #12

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