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A wonderful day

A wonderful day

25
Jul22

Ler II!

Os livros estiveram presentes na minha vida, desde que me lembro. Os meus pais incentivaram o gosto pela leitura desde a infância e felizmente sempre tive acesso a livros e sobre os mais variados temas. Durante a adolescência li bastante (ajuda só ter dois canais de televisão e não existirem redes sociais à distância de um clique) e na universidade continuei a ler com algum ritmo.

Nos últimos anos, por vários motivos, o meu ritmo de leitura diminuiu. Não deixei de ler, mas não lia com o mesmo ritmo e com o interesse de outros tempos.

Depois do 1.º confinamento em março de 2020 voltei a ler muito e mais do que era habitual. Desde essa altura que o ritmo de leitura aumentou muito. Neste momento tenho muitos livros em casa à espera de serem lidos e uma lista imensa de livros que gostaria de ler, algo que acontece pela primeira vez.

Mas sinto que algo está diferente na forma como leio. Quando estou a ler um livro acontecem duas situações distintas.

A primeira é quando não estou a gostar, interrompo a leitura e não termino o livro. Corro o risco de não ler um livro excelente, mas tenho tantos para ler ou que gostaria de ler que acabo por interromper. Nem sempre estamos no espírito certo para determinadas leituras e posso sempre retomar mais tarde o livro.

A segunda situação é quando termino determinados livros não consigo começar a ler outro livro de seguida. Se gostar muito de uma história, preciso de fazer um intervalo entre leituras para saborear a mesma, digerir aquilo que li, rever mentalmente o enredo e memorizar aquelas personagens. Tenho vontade de ficar mais um pouco naquele mundo.

Neste momento tenho alguns livros cheios de post-its de frases e passagens que gostei e que reli para poder absorver aquilo que li.

Acho que a forma como lemos e aquilo que lemos evolui ao longo dos anos. Os nossos interesses evoluem com a idade, com as nossas vivências e interesses, mas nunca tinha refletido que a forma como lemos também pode ser muito diferente.

Sempre li muito, mas acho que lia para passar o tempo, para saber a história, mas agora sinto que leio de uma forma mais ativa, mas embrenhada na leitura, nas personagens e na mensagem do próprio livro.

São só algumas reflexões soltas de alguém que gosta muito de ler.

Boas leituras e boa semana!

 

14
Jun22

O Dicionário das Palavras Perdidas

dicionário_palavras.webp

(imagem retirada daqui)
 
Quando li a sinopse do Dicionário das Palavras Perdidas, de Pip Williams achei que o iria ler, em breve, e comecei a leitura com bastante expectativa. O livro é inspirado em factos e personagens reais e permite acompanhar o processo de elaboração e edição de um Dicionário, no final do XIX.
 
Este romance conta-nos a história da pequena Esme, que vive em Oxford (1886), com o pai, e que se esconde debaixo da mesa de classificação onde são selecionadas, por um grupo de lexicógrafos, as palavras para o primeiro Dicionário de Inglês. 
 
Este é o ponto de partida para acompanharmos a vida de Esme num mundo de repleto de palavras, umas mais importantes que outras, em que as palavras ditas no dia a dia pelo povo, as palavras utilizadas pelas mulheres não têm relevância suficiente para constar de um Dicionário e que, por isso mesmo, são esquecidas.
 
O livro é, igualmente, sobre o papel da mulher no final do século XIX, início do século XX, as escolhas que são obrigadas a fazer e a luta pelo direito ao voto das mulheres em Inglaterra.
 
No início, foi uma leitura lenta e tive dúvidas se devia continuar a ler este livro. Troquei umas mensagens no Instagram com uma leitora que estava um pouco mais adiantada na leitura e decidi dar mais uma oportunidade ao livro. Ainda bem que o fiz!
 
Este é um livro que merece ser lido com atenção e que nos faz refletir sobre a relevância e o significado das palavras. Além disso, e não menos importante, fez-me pensar sobre o papel da mulher no final do século XIX, a importância do voto e das nossas escolhas.
 
A capa do livro é lindíssima e a organização dos capítulos está em consonância com a capa e com toda a história.
 
Não sei desenhar, mas as descrições do Scriptorium fizeram-me ter vontade de saber desenhar e de colocar no papel a forma como imaginava o espaço onde decorria a seleção e validação das palavras.
 
“- Prefiro dizer que lhes dou substância. Uma palavra real é uma palavra dita em voz alta e que significa qualquer coisa para alguém. Nem todas conseguem desbravar terreno até conquistarem lugar numa página. Há palavras que toda a vida ouvi dizer e que nunca vi impressas. “(pág. 100).
 
Boas leituras!

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Leituras

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Segredos Submersos
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Tudo tem o seu lugar: Como organizar a sua casa em cinco etapas
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A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata
Viver Sem Ti
Até para o ano, em Havana
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A Vida Secreta das Viúvas Panjábi
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A Decisão Final do Major Pettigrew
As Mensageiras da Esperança
A Terceira Índia
Um Violino na Noite

A ler

O Enigma do Quarto 622

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