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A wonderful day

A wonderful day

11
Out25

Sábados

Gosto dos sábados lentos, sem compromissos.

Gosto dos sábados em que posso tomar o pequeno-almoço calmamente, beber um café, perder-me nas páginas de um livro.

Os sábados de outono e primavera, com dias límpidos e temperaturas amenas, em que posso abrir as janelas, ouvir as aves e os barulhos característicos da vizinhança são os meus preferidos.

Gosto dos sábados em que posso adiar as tarefas para o dia seguinte e simplesmente estar comigo, com a família e recarregar a energia.

Nos últimos anos percebi que o silêncio é fundamental para o meu equilíbrio diário. Sábados em que posso usufruir do tempo e do silêncio são um privilégio.

Hoje foi um desses sábados e sinto-me grata por este dia.

Bom fim de semana!

04
Ago25

Férias 2025

Hoje é dia de regressar ao trabalho.

As férias “grandes” já passaram e foram boas, muito boas. Duas cidades novas, repletas de História e vivências diferentes. Este tipo de férias é aquele que mais gostamos. Fisicamente são cansativas, mas na maior parte das vezes, consigo descansar a mente.

Durante as férias, senti-me grata pelo tempo em família e pela possibilidade de viajarmos e conhecermos outras realidades.

No entanto, desta vez senti que continuava num registo idêntico ao do trabalho, mas num cenário diferente: uma agenda pré-definida, alguma logística e coordenação, sem tempo para mim e para o silêncio. Talvez o cansaço acumulado fosse excessivo ou a idade comece a pesar e precise de mais tempo para recuperar, mas sinto que precisava de mais uns dias para repor as energias.

Hoje é dia de regressar ao trabalho!

 

 

08
Jul25

5 anos!

Tenho saudades de escrever neste cantinho. Os dias passam a uma velocidade estonteante e nem sempre consigo fazer aquilo que mais gosto, nomeadamente dar voz a este espaço.

Quando comecei a escrever este texto, percebi que hoje é o aniversário do blog: 5 anos.

Como é que cheguei até aqui, especialmente numa época em que apenas importa o instante e conseguimos manter a atenção por um curto espaço de tempo?

No início, quando criei o blog tinha muitas dúvidas se o conseguiria manter e qual o rumo que tomaria. O ano passado escrevi sobre as minhas incertezas em relação a este cantinho. No final, concluía que gostava de estar por aqui e que iria continuar neste caminho, mesmo que fosse de forma irregular.

Este ano foi aquele em que escrevi mais no blog e a verdade é que estou satisfeita por ter conseguido voltar a este espaço, com mais regularidade.

Escrever no blog é um tempo meu, com dias em que o silêncio é uma companhia, outros em que “a louca da casa” desarruma o sótão todo. Aqui, senti-me acolhida em cada comentário, reação e tive a surpresa de ter alguns destaques do Sapo.

Estão a surgir novas plataformas como Substack para as pessoas que gostam de escrever e que fogem de outras redes sociais como Instagram e o Tik ToK. Criei uma conta para o meu projeto Olívia no País das Palavras e tenho lido textos muito interessantes, mas no final do dia continuo a preferir este espaço.

Mesmo que as últimas semanas tenham sido desafiantes, que tenha dedicado mais atenção ao Olívia no País das Palavras, este é um espaço que quero manter vivo.

Hoje, tal como no ano passado fico por aqui e até ao próximo texto! Carpe diem!

25
Abr25

Abril!

Cabelo curto, grisalho, fuma, com um ar distante num banco da Avenida da República. 50 anos de Abril e as ruas de Lisboa estão repletas de pessoas. Diferentes gerações, religiões, cores partidárias, orientações sexuais, mas todos unidos pela vontade de celebrar Abril, os valores da Liberdade e uma vontade imensa de afirmar que Abril está vivo e que permanecerá vivo.

Em que pensará aquela mulher do cigarro? Estará só cansada de ter descido a Avenida no meio de milhares de pessoas? Pensará em como o país mudou nestes 50 anos? Ser-se jovem em abril de 1974 terá sido um privilégio, uma oportunidade, uma responsabilidade por ajudar a criar um país democrático ou uma miscelânea?

Estará só cansada porque sente o peso de uma vida de trabalho e sacrifício? Abril prometia tanto, mas será que a sua vida foi assim tão diferente da vida da mãe e da avó? Veste calças, fuma e está sozinha na rua, algo impensável no dia 24 de abril de 1974.

Acaba o cigarro, levanta-se lentamente, mas com um ar determinado. Os olhos brilham e num vislumbre percebo que aquela mulher, se conseguir, no próximo ano voltará a descer a Avenida, de cravo ao peito, enquanto agradece porque, mesmo imperfeito, Abril foi, é e será uma conquista.

(escrito no dia 25/abril/2024)

21
Abr25

Francisco

Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

em Carta Encíclica Laudato Si' do Santo Padre Francisco sobre o cuidado da casa comum, pág. 11

25
Out24

Por estes dias!

O último mês e meio foi um período de muito trabalho, com pouca disponibilidade mental para ler e escrever. Foram dias intensos e apesar do trabalho, tive momentos muito bons em família, com amigos: aniversários; almoços de família; encontros dos meus grupos de leitura; rever amigos e quatro dias só para mim.

Sinto-me grata por esses dias e por vezes tenho receio que no turbilhão do trabalho, esses momentos fiquem esquecidos.

08
Out24

Obrigada!

Na sexta-feira passada quando entrei no meu blog, percebi que tinha um número muito elevado de visualizações, face às visualizações normais deste meu espaço.

O primeiro pensamento foi que a minha conta tinha sido pirateada ou algo semelhante. Depois pensei que não fazia sentido e foi quando percebi que o meu post Sunset na Horta estava na página principal do Sapo.

Fiquei muito contente e ao mesmo tempo surpreendida.

Obrigada, equipa do Sapo pelo destaque e obrigada a todos os que passaram por aqui nos últimos dias, mas também aos que passam de forma regular e que muitas vezes partilham um comentário. 

Este é um espaço em construção. Nem sempre consigo escrever e partilhar com um determinado ritmo, mas nos últimos meses tenho dedicado mais tempo a este cantinho e tem sido muito interessante.

24
Set24

Sunset na Horta

Na empresa onde trabalho existe um programa de voluntariado em que mensalmente os funcionários podem dedicar um conjunto de horas a um projeto de voluntariado. Um dos grupos apoia um projeto agroecológico, existente numa comunidade terapêutica. Esta tem como missão a recuperação e reinserção plena de pessoas com dependências químicas.

A Comunidade está localizada numa quinta e através do projeto agroecológico pretende-se criar um conjunto de competências nos utentes, de forma a facilitar a sua reinserção e, simultaneamente, criar condições para a produção de produtos hortícolas e frutas que ajudem nas refeições fornecidas pela instituição.

O grupo de voluntários teve como primeiro objetivo a instalação de um bosque na quinta, de forma a dotar a mesma de um espaço de fruição. Após a plantação das árvores e arbustos, o grupo contribui semanalmente para a manutenção do bosque e ajuda nas diferentes tarefas associadas à horta e ao pomar que existem na quinta.

No meu caso e até ao início deste ano nunca tinha feito voluntariado, por vários motivos, entre os quais considerar que não tenho perfil para o fazer, especialmente no contacto com pessoas que estão em situações de vida muito delicadas.

No final de 2023 decidi inscrever-me nesse grupo. O trabalho é ao ar livre e em princípio o contacto com os utentes seria reduzido, o que contribuía para diminuir os meus receios. Comecei em janeiro e tem sido um ano de aprendizagem, no qual quero destacar o compromisso com os outros. Os utentes estão à nossa espera e gostam da nossa presença, pelo que procuro gerir a minha agenda, de forma a garantir que consigo cumprir as minhas horas mensais.

Destaco ainda a empatia porque ter consciência de que nos pode acontecer algo semelhante ou a alguma das nossas pessoas, ajuda-nos a valorizar aquilo que temos e a agradecer todos os dias.

Na quinta-feira passada os utentes organizaram uma pequena festa ao final da tarde – um sunset – para agradecer aos diferentes voluntários a sua ajuda na Comunidade e quis registar esse momento. O meu contributo é pequeno, 3 a 4 horas mensais de trabalho numa horta e num pomar, mas ter consciência que mesmo pequeno pode ajudar na vida de algumas pessoas, tem sido uma aprendizagem muito importante.

01
Set24

Uma mesa e duas cadeiras

A minha primeira casa, enquanto jovem adulta, tinha uma varanda estreita e comprida. Nessa altura, sentia falta de um espaço ao ar livre onde ler um livro ao final do dia ou de beber um café ao sábado de manhã. Comprámos uma pequena mesa e duas cadeiras. Era o suficiente para nós, enquanto casal, e aproveitámos bem aquela varanda.

Mudámos para uma casa maior, mas a varanda ainda era mais pequena. A mesa e as cadeiras foram oferecidas. Não nos parecia que fosse possível ter esse mobiliário num espaço tão pequeno.

A família cresceu, a vida aconteceu e voltei a sentir falta de um sítio para estar ao final da tarde. Olhámos para a varanda de outra forma e conseguimos colocar uma estante com plantas, uma mesa e uns bancos. Fizemos muitas refeições nesse espaço e aquela pequena varanda tornou-se um prolongamento da casa e da nossa vida familiar.

Nova casa e desta vez com um bom espaço exterior com mesas, cadeiras, plantas e onde gostamos de estar. Nova varanda comprida e estreita, mas que parecia incompleta, abandonada. Sentia falta de algo.

Nova aquisição: uma mesa e duas cadeiras. Foi quase como voltar ao início da nossa vida conjunta. Agora ao final do dia, e enquanto os dias são grandes, aproveitamos para conversar, partilhar o dia, descontrair e este verão em que ainda não tivemos férias ganhou outro sabor.

(escrito a 16/08/2024)

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