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A wonderful day

A wonderful day

30
Nov25

Advento 2025

No ano passado, escrevi um texto sobre o Natal e esta altura do ano. Nele explicava um pouco sobre a minha relação com o mês de dezembro e a época natalícia. Criar um calendário do Advento é um dos meus rituais.

O que começou como uma brincadeira para a minha filha, transformou-se ao longo dos anos num ritual que marca esta época. A minha filha está crescida e o ano passado fiz um calendário para as minhas sobrinhas. Simultaneamente, partilhei no blogue, ao longo do mês de dezembro, passagens de livros que li em 2024 e que tinham uma mensagem relacionada com o Natal, a família e aqueles que já partiram.

Este ano, frequentei uma formação sobre microcontos e criei o blogue Olívia no País das Palavras onde partilho semanalmente um texto da minha autoria. A formadora, que se tornou uma amiga, desafiou-me a escrever um calendário de Advento com microcontos.

Construir um universo centrado na preparação para o Natal foi um desafio, mas simultaneamente ajudou-me a refletir sobre esta época, em que os sentimentos têm um sabor agridoce e as memórias são uma constante. A forma como vivemos a época natalícia evolui à medida que crescemos e envelhecemos. As famílias crescem, alguns partem, novos membros chegam e a realidade transforma-se.

Idealizar e construir algo a pensar noutra pessoa é oferecer um pouco de nós. No caso do calendário é dizer diariamente: — Dia, após dia, pensei em ti!

Hoje partilho o meu calendário de Advento para 2025: Constelação. Entre 30 de novembro e 24 de dezembro publicarei diariamente um microconto no blogue Olívia no País das Palavras.

Calendário é o primeiro microconto e já está publicado.

Espero que gostem deste projeto e que todos os dias abram mais uma janela de Constelação.

Boas leituras!

01
Jun25

Novo projeto!

A escrita é algo que tem vindo a ganhar espaço na minha vida. Sempre escrevi, mas na maior parte das vezes sobre a forma de diário e sem regularidade definida. A escrita funciona como uma ferramenta para exteriorizar, organizar ideias e por vezes encontrar o caminho que está dentro de mim, mas oculto em pensamentos desalinhados.

A escrita criativa começou com uma brincadeira em 2022, quando resolvi participar numa atividade da Biblioteca. Duas horas mensais, com diferentes exercícios e tempo limitado para os mesmos. Estas sessões ajudaram a estimular a criatividade, a escrever sob pressão e em diferentes contextos.

No início de janeiro inscrevi-me num curso de microcontos. Sabia pouco sobre este assunto e tinha imensa curiosidade. Quatro sessões ao sábado à tarde, diferentes trabalhos ao longo das semanas. Aprendi muito e gostei tanto que frequentei prontamente o segundo módulo, com mais oito sessões. O primeiro trimestre foi intenso, mas diverti-me bastante e escrevi como nunca tinha escrito. A minha curiosidade inicial abriu uma fresta para um mundo novo, onde gosto de estar.

Após o fim do curso começaram as minhas inquietações. Continuo a escrever? Escrevo só para mim? Os meus textos terão qualidade para ser partilhados com terceiros?

A ideia de criar um blog dedicado à escrita, irmão deste cantinho, começou a ganhar forma e hoje apresento o meu novo projeto, inspirado no nome de uma das personagens que habita em mim.

Bem-vindos ao “Olívia no País das Palavras”, um espaço onde partilharei os meus microcontos e outros textos, com periodicidade semanal.

Olívia no País das Palavras

Espero que gostem e voltem com regularidade a esse micro cantinho.

Boas leituras!

 

19
Mai25

De mansinho...

Chegou como qualquer um da sua espécie. Dissimulado, avançou. Um hospedeiro aqui, outro hospedeiro acolá. Uma estranha letargia invadia as famílias, as casas, as ruas. Alguns resistiam, mas o verme engordava e continuava o seu caminho.

Séculos mais tarde, quando os cientistas estudaram o colapso daquela sociedade, identificaram um verme raquítico. Amedrontados, colocaram-no num frasco, sinalizado como extremamente perigoso. Nome científico: Apathia apathia.

(Escrito em março de 2025 no âmbito do formação Microcontos II. Hoje é dia de partilhar este microconto.)

25
Abr25

Abril!

Cabelo curto, grisalho, fuma, com um ar distante num banco da Avenida da República. 50 anos de Abril e as ruas de Lisboa estão repletas de pessoas. Diferentes gerações, religiões, cores partidárias, orientações sexuais, mas todos unidos pela vontade de celebrar Abril, os valores da Liberdade e uma vontade imensa de afirmar que Abril está vivo e que permanecerá vivo.

Em que pensará aquela mulher do cigarro? Estará só cansada de ter descido a Avenida no meio de milhares de pessoas? Pensará em como o país mudou nestes 50 anos? Ser-se jovem em abril de 1974 terá sido um privilégio, uma oportunidade, uma responsabilidade por ajudar a criar um país democrático ou uma miscelânea?

Estará só cansada porque sente o peso de uma vida de trabalho e sacrifício? Abril prometia tanto, mas será que a sua vida foi assim tão diferente da vida da mãe e da avó? Veste calças, fuma e está sozinha na rua, algo impensável no dia 24 de abril de 1974.

Acaba o cigarro, levanta-se lentamente, mas com um ar determinado. Os olhos brilham e num vislumbre percebo que aquela mulher, se conseguir, no próximo ano voltará a descer a Avenida, de cravo ao peito, enquanto agradece porque, mesmo imperfeito, Abril foi, é e será uma conquista.

(escrito no dia 25/abril/2024)

10
Jul24

A névoa dos dias

A névoa cobria pouco a pouco os seus olhos e avançava lentamente. Os dias cinzentos eram ainda mais cinzentos. Os dias azuis, brilhantes, aqueles dias em que a esperança renasce eram apenas dias claros, com uma névoa ténue, em que tinha de intuir que estava um dia luminoso. A névoa teria de avançar mais um pouco, sem data definida. Era muito arriscado antecipar qualquer intervenção.

A névoa cobria pouco a pouco os seus olhos, entranhava-se lentamente em si, tornando os dias iguais, sem grandes expectativas, com um adiar de sonhos até ao dia em que essa desaparecesse.

Onde estava a força de outros dias, a vontade de fazer diferente e melhor? Seria a névoa a desculpa perfeita para que algo mais profundo e escondido no seu interior ganhasse forma e espaço dentro de si? Não sabia responder! Contemplava o dia cinzento, mas sabia que teria de encontrar soluções. Algures dentro de si, algo teria de renascer, o mundo teria de ganhar novas cores, mesmo que coberto de uma ligeira névoa.

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A Corrente
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O Triunfo dos Porcos
Nem Todas as Árvores Morrem de Pé
Os Malaquias
Pedro Páramo
Cai a Noite em Caracas
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Ficou tanto por dizer - micro contos
Crime na Quinta das Lágrimas
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A Livraria Cinnamon Bun
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A Wonderful Day é um blogue pessoal no qual partilho as minhas reflexões, opiniões sobre as minhas leituras e textos sobre temas que considero pertinentes.

Os textos são geralmente da minha autoria, mas também partilho algumas imagens, textos e citações devidamente identificados.

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