O melhor do nosso Natal!
Sem dúvida alguma, o melhor de tudo no nosso Natal a três era a inexistência de tensão. A ausência da possibilidade de que uma frase errada transformasse a ceia natalícia, ou qualquer outro jantar, numa carnificina, desequilibrada e com um fim incerto, parte de uma guerra infinda que jamais venceríamos. A inexistência desse risco era uma das sensações mais maravilhosas que alguém como eu poderia experienciar.
Aquela paz sabia-me a glória e não tinha preço, mesmo que o bacalhau estivesse desenxabido, mesmo que a Mariana não tivesse recebido as sapatilhas caras que pediu e mesmo que o meu pijama estivesse curto nas mangas. Ninguém mediu palavras e ninguém se exaltou, enchemos a barriga de rabanadas e adormecemos as três no sofá, depois de vermos o Música no Coração e cantarmos as músicas da família Von Trapp que sabíamos de cor.
em "O Som em Mim" de Iris Bravo, pág. 64
Advento #9






















