03
Dez22
A mulher que trata do cemitério
"A mulher que trata do cemitério tem um ar triste, mas sorri sempre a quem passa. Ter um ar triste, acho que é o ofício que lho exige. Parece-se com uma atriz que nunca esqueci. É bela, mas sem idade. Reparei que está sempre bem vestida. Ontem comprei-lhe flores para o Gabriel. Não tinha vontade de lhe oferecer as minhas rosas. A mulher que trata do cemitério vendeu-me uma bonite urze malva. Falámos de flores, ela parece apaixonada por jardins. Quando lhe disse que tinha um roseiral, iluminou-se. Já não era a mesma."
em "A Breve Vida das Flores", de Valérie Perrin, pág. 228






















