A conspiração contra a América

(imagem retirada daqui)
Estados Unidos da América, 1940. Se Charles Lindbergh, o famoso aviador com ideias anti-semitas e amigo dos nazis concorresse às eleições presidenciais e ganhasse as mesmas em vez de Franklin D. Roosevelt o que teria acontecido nos Estados Unidos e no resto do mundo, em plena Segunda Guerra Mundial?
Este cenário é o princípio de uma história contada por um Philip Roth, com sete anos, sobre a transformação de um país e do mundo durante dois anos.
Philip assiste ao desmoronar da sua infância, da sua família e daquilo que dava como garantido, à medida que as ideias anti-semitas e o discurso do ódio ganham espaço nos Estados Unidos. A ameaça é constante, uma vez que pertence a uma família judaica e o seu pai recusa-se a integrar os projetos do Governo para a sua comunidade.
Enquanto, narra os acontecimentos no seu país, descreve igualmente a evolução da Segunda Guerra Mundial, em que as forças do Eixo ocupam pouco a pouco os diferentes países e o Reino Unido continua a resistir, de forma isolada.
A História interessa-me muito e este livro, apesar de ser sobre algo poderia ter acontecido, é um livro pertinente, numa altura em que se discute muito que estamos a entrar numa nova ordem mundial e num regresso as ideias do século XIX, início do século XX. É um romance atual, muito atual que nos obriga a pensar e a questionar-nos.
Quando, preocupado com os cabeçalhos e oprimido por todos os meus pensamentos ansiosos, pedi ao meu pai que me explicasse o que as palavras significavam, ele franziu a testa e respondeu: “Significam virarmos as costas aos nossos amigos. Significam tornarmo-nos amigos dos inimigos deles. Sabes o que significam, meu filho? Significam destruir tudo quanto a América simboliza.”
(pág. 102)
Poderia tentar escrever mais sobre este livro, mas numa altura em que fico cada vez mais ansiosa com as notícias, termino com mais um excerto do livro e a recomendação para lerem este romance.
Dizia-nos que, numa democracia, manter-se a par dos acontecimentos correntes era o mais importante dever de um cidadão e que nunca era cedo de mais para estarmos informados das notícias do dia.
(pág. 209)






















