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A wonderful day

A wonderful day

08
Jul25

5 anos!

Tenho saudades de escrever neste cantinho. Os dias passam a uma velocidade estonteante e nem sempre consigo fazer aquilo que mais gosto, nomeadamente dar voz a este espaço.

Quando comecei a escrever este texto, percebi que hoje é o aniversário do blog: 5 anos.

Como é que cheguei até aqui, especialmente numa época em que apenas importa o instante e conseguimos manter a atenção por um curto espaço de tempo?

No início, quando criei o blog tinha muitas dúvidas se o conseguiria manter e qual o rumo que tomaria. O ano passado escrevi sobre as minhas incertezas em relação a este cantinho. No final, concluía que gostava de estar por aqui e que iria continuar neste caminho, mesmo que fosse de forma irregular.

Este ano foi aquele em que escrevi mais no blog e a verdade é que estou satisfeita por ter conseguido voltar a este espaço, com mais regularidade.

Escrever no blog é um tempo meu, com dias em que o silêncio é uma companhia, outros em que “a louca da casa” desarruma o sótão todo. Aqui, senti-me acolhida em cada comentário, reação e tive a surpresa de ter alguns destaques do Sapo.

Estão a surgir novas plataformas como Substack para as pessoas que gostam de escrever e que fogem de outras redes sociais como Instagram e o Tik ToK. Criei uma conta para o meu projeto Olívia no País das Palavras e tenho lido textos muito interessantes, mas no final do dia continuo a preferir este espaço.

Mesmo que as últimas semanas tenham sido desafiantes, que tenha dedicado mais atenção ao Olívia no País das Palavras, este é um espaço que quero manter vivo.

Hoje, tal como no ano passado fico por aqui e até ao próximo texto! Carpe diem!

10
Jun25

Maioria silenciosa

E o que me deixava ainda mais triste era que, no fundo, me apercebera de que havia poucos pais contra na assembleia. Mas tinham sido esses a fazer mais barulho. Chama-se a isto uma “minoria ruidosa”. Por outro lado, os pais que eram a favor não tinham dito grande coisa. A começar pelos meus. Ficar calado não é lá muito corajoso.

Resumindo, a democracia fora desprezada nesta noite. E eu disse para comigo que os grandes culpados do fiasco não eram tanto os membros da minoria ruidosa, que tinham evidentemente o direito de expressar a sua opinião, mas todos aqueles que, à sua volta, haviam permanecido completamente calados.

Parece que ao conjunto dessas pessoas se chama “maioria silenciosa”.

em “Uma catastrófica visita ao zoo” de Joël Dicker, pág. 95

08
Jun25

Uma catastrófica visita ao zoo

zoo.webp

(imagem retirada daqui)

Joël Dicker volta a surpreender com o seu novo livro.

A escola para crianças especiais fica inundada durante o fim de semana. Os seis alunos e a professora são transferidos para a escola normal. Após este evento, acontece uma sucessão de catástrofes que culmina numa visita dramática ao jardim zoológico, nos dias que antecedem o Natal. Este episódio marca a comunidade durante muitos anos, em que ninguém sabe o que realmente aconteceu.

Um livro de leitura rápida, diferente dos outros livros do escritor, mas que vale a pena ser lido. Mistério e humor são dois dos ingredientes presentes nesta narrativa, a qual aborda temas atuais e muito pertinentes como a democracia, a tolerância, a inclusão e que conduz o leitor à reflexão.

Esta é uma história escrita de forma inteligente, em que através da perspetiva das crianças é evidenciado o mundo em que vivemos e as incongruências dos adultos.

Um livro que pode e deve ser lido por todas as idades. Este é um daqueles livros em que uma leitura partilhada, especialmente entre pais e filhos, tornará a mesma muito enriquecedora.

“Uma catástrofe nunca acontece de repente: ela é o resultado de uma série de pequenos abalos que passam praticamente despercebidos, mas que, pouco a pouco, se convertem num terramoto. O que aconteceu hoje no jardim zoológico não fugiu à regra: foi o fogo-de-artifício final de uma sucessão de catástrofes.”

(pág. 18)

Boas leituras!

01
Jun25

Novo projeto!

A escrita é algo que tem vindo a ganhar espaço na minha vida. Sempre escrevi, mas na maior parte das vezes sobre a forma de diário e sem regularidade definida. A escrita funciona como uma ferramenta para exteriorizar, organizar ideias e por vezes encontrar o caminho que está dentro de mim, mas oculto em pensamentos desalinhados.

A escrita criativa começou com uma brincadeira em 2022, quando resolvi participar numa atividade da Biblioteca. Duas horas mensais, com diferentes exercícios e tempo limitado para os mesmos. Estas sessões ajudaram a estimular a criatividade, a escrever sob pressão e em diferentes contextos.

No início de janeiro inscrevi-me num curso de microcontos. Sabia pouco sobre este assunto e tinha imensa curiosidade. Quatro sessões ao sábado à tarde, diferentes trabalhos ao longo das semanas. Aprendi muito e gostei tanto que frequentei prontamente o segundo módulo, com mais oito sessões. O primeiro trimestre foi intenso, mas diverti-me bastante e escrevi como nunca tinha escrito. A minha curiosidade inicial abriu uma fresta para um mundo novo, onde gosto de estar.

Após o fim do curso começaram as minhas inquietações. Continuo a escrever? Escrevo só para mim? Os meus textos terão qualidade para ser partilhados com terceiros?

A ideia de criar um blog dedicado à escrita, irmão deste cantinho, começou a ganhar forma e hoje apresento o meu novo projeto, inspirado no nome de uma das personagens que habita em mim.

Bem-vindos ao “Olívia no País das Palavras”, um espaço onde partilharei os meus microcontos e outros textos, com periodicidade semanal.

Olívia no País das Palavras

Espero que gostem e voltem com regularidade a esse micro cantinho.

Boas leituras!

 

25
Mai25

Saudade

Sentimento de mágoa, nostalgia e incompletude, causado pela ausência, desaparecimento, distância ou privação de pessoas, épocas, lugares ou coisas a que se esteve afetiva e ditosamente ligado e que se desejaria voltar a ter presentes.

Hoje acordei com saudades!

Saudade de estar com amigos numa esplanada, sem o tempo contado. Saudade daqueles que já partiram. Saudade da minha comunidade de leitura…

Talvez sejam os dias luminosos e grandes, depois de um inverno prolongado. Talvez seja o tempo incerto que vivemos…não sei o motivo, só sei que acordei com saudade de estar, simplesmente estar.

(disponível em https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/saudade)

 

 

22
Mai25

Sem vontade!

Não tenho vontade de ler, não tenho vontade de escrever e sinto que a apatia está a tomar conta de mim.

O futuro é incerto e a realidade supera cada vez mais a ficção. 

Sei que é tempo de resistir, tempo de avançar, mas preciso de uns dias de silêncio, de reflexão, antes de encontrar a força necessária para continuar.

Vou procurar um livro conforto que ajude a repor alguma fé na humanidade. Amanhã é um novo dia.

19
Mai25

De mansinho...

Chegou como qualquer um da sua espécie. Dissimulado, avançou. Um hospedeiro aqui, outro hospedeiro acolá. Uma estranha letargia invadia as famílias, as casas, as ruas. Alguns resistiam, mas o verme engordava e continuava o seu caminho.

Séculos mais tarde, quando os cientistas estudaram o colapso daquela sociedade, identificaram um verme raquítico. Amedrontados, colocaram-no num frasco, sinalizado como extremamente perigoso. Nome científico: Apathia apathia.

(Escrito em março de 2025 no âmbito do formação Microcontos II. Hoje é dia de partilhar este microconto.)

30
Abr25

Resiliência

Capacidade de reagir e superar contrariedade ou situação de crise; faculdade de quem consegue lidar de forma positiva com fatores ou condições adversas.

Há palavras que me encantam. Resiliência é uma delas. Entrou no meu vocabulário através da Ecologia, mas pouco a pouco adotei-a como uma forma de vida.

Uma palavra com vários significados e atualmente muito utilizada, em diferentes contextos e setores da sociedade. No entanto, pergunto com regularidade se enquanto indivíduos e sociedade seremos verdadeiramente resilientes? Não sei a resposta e talvez nunca venha a saber, mas resiliência é mesmo uma palavra que me fascina.

(disponível em https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/resiliência)

 

PS. Escrevi este texto no fim-de-semana e estava agendado para ser publicado dia 30 de abril. O apagão de dia 28 de abril reforça a minha questão sobre a nossa resiliência, enquanto indivíduos e da sociedade.

27
Abr25

A Casa dos Galos

casa_galos.webp

(imagem retirada daqui)

O desafio literário da Comunidade de Leitura para 2025 é ler pelo menos 12 livros das estantes, de forma a diminuir a lista de livros para ler. São muitos os livros que habitam nas minhas estantes, que comprei a pensar que iria ler em breve e por diferentes motivos ficaram para trás.

Um desses livros é “A Casa dos Galos”, comprado em 2023. A autora Victoria Belim nasceu na Ucrânia, quando esta ainda fazia parte da União Soviética. Mais tarde, emigrou para os EUA e na data em que escreveu este livro vivia em Bruxelas.

Em 2014, na sequência dos acontecimentos na praça Maidan e da invasão da Crimeia pela Rússia, Victoria sente necessidade de voltar à sua terra natal e de conhecer as suas raízes, nomeadamente o passado da sua família. Este é o princípio de um romance autobiográfico, que acompanha a história da família de Victoria ao longo de quatro gerações, a qual está profundamente interligada com a história da Ucrânia e do século XX.

Recentemente reli “O Triunfo dos Porcos” de George Orwell e vi o filme “Mr. Jones – A verdade da mentira”, os quais interagem de uma forma muito interessante. A leitura de “A Casa dos Galos” tornou-se uma leitura complementar, em que é possível compreender a influência e abrangência de um regime como a antiga União Soviética sobre um povo. Numa determinada parte do livro, a descrição sobre aquilo que aconteceu a um dos antepassados de Victoria, em 1937, é quase como ler um resumo de “O Triunfos dos Porcos”.

Gosto muito de livros com contexto histórico e este correspondeu às minhas expetativas. Uma leitura envolvente, que evidencia como os acontecimentos históricos marcam as pessoas e as famílias e em que não é possível ficar indiferente.

Recomendo muito a leitura deste livro para quem se interessa pela História recente. Boas leituras!

“Sentada no meu antigo quarto, rodeada de imagens de pessoas que amava, reconheci que o passado podia conter dor e beleza e que, embora alguma dor nunca se dissipe, podia aprender a aceitá-lo. Resolvi abraçar o passado na sua complexidade tal como abraçava o futuro na sua incerteza. Dei a mim própria a liberdade de fazer o luto.”

(pág. 265)

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Leituras

Wday's bookshelf: read

A Casa dos Galos: A História de uma Família Ucraniana
A Corrente
A Vegetariana
Caruncho
O Triunfo dos Porcos
Nem Todas as Árvores Morrem de Pé
Os Malaquias
Pedro Páramo
Cai a Noite em Caracas
Uma História Simples
A Louca da Casa
Um Longo Caminho Para a Água
A Maldição
Ficou tanto por dizer - micro contos
Crime na Quinta das Lágrimas
A Árvore das Palavras
Souvenir
A Livraria Cinnamon Bun
A Conspiração Contra a América
As Sete Irmãs


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A Wonderful Day é um blogue pessoal no qual partilho as minhas reflexões, opiniões sobre as minhas leituras e textos sobre temas que considero pertinentes.

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